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Pausa nas audiências do Papa durante o mês de julho

papa crianca

Mês de Julho é mês de actividade mais reduzida do Papa e da Santa Sé. Destaque apenas para o Angelus dominical como único ato público do Santo Padre no Vaticano. Estão suspensas neste mês todas as audiências gerais e especiais. Na última semana de julho terá lugar na Polónia a grande Jornada Mundial da Juventude onde o Papa Francisco estará de 27 a 31 de Julho. Entretanto, há algumas exceções na agenda do Santo Padre. Foi o caso desta sexta-feira dia deste dia 1 de julho na qual o Francisco recebeu em audiência a Dra. Virginia Raggi, nova presidente do município de Roma, também Kiko Arguello, iniciador do Caminho Neo-Catecumenal e ainda o Cardeal Renato Raffaele Martino. Uma outra exceção terá lugar na quarta-feira 6 de julho dia em que o Santo Padre recebe na Sala Paulo VI um grupo de 200 doentes e pessoas com necessidades especiais acompanhadas pelo Arcebispo de Lyon (França), Cardeal Philippe Barbarin. A oração do Angelus com os fiéis na Praça S. Pedro continuará em todos os domingos de julho. A audiência geral das quartas-feiras será retomada a 3 de agosto. As audiências jubilares, concedidas por ocasião do Ano Santo da Misericórdia, voltam a ser realizadas a partir do dia 10 de setembro. Já as homilias na capela da Casa Santa Marta recomeçam na quinta-feira, 8 de setembro.

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Papa Francisco “irritado” por cobertura da mídia sobre diaconisas

PapaFrancisco DanielIbanez ACIPrensa 28062016

Na coletiva de imprensa que o Papa Francisco costuma fazer na volta de suas viagens internacionais, desta vez no voo que o levou da Armênia para Roma, o Pontífice expressou que estava irritado com os meios de comunicação em relação à cobertura que muitos fizeram sobre a possibilidade da ordenação de diaconisas.

“O primeiro a ser surpreendido por esta notícia fui eu”, disse o Papa no domingo, 26 de junho, na coletiva de imprensa depois da sua visita de três dias à Armênia, o primeiro país cristão do mundo.

O Santo Padre expressou seu incômodo quando viu publicado em diversos veículos de comunicação manchetes como “a Igreja abre a porta às diaconisas”, quando a verdade não era essa.

“De verdade, eu fiquei um pouco irritado com a mídia, porque isso não é dizer a verdade das coisas às pessoas”, afirmou Francisco.

As palavras ditas pelo Papa se referiam à sessão de perguntas e respostas que teve com religiosas em Roma, na qual o Santo Padre afirmou que formaria uma comissão para estudar o diaconato e o papel das diaconisas que existiam na Igreja primitiva.

Os reportes acerca deste evento realizado em 21 de maio com a União Internacional de Superioras Gerais se centraram em uma pergunta feita por uma religiosa sobre por que a Igreja não inclui as mulheres como diáconos permanentes. A irmã se referia à antiga tradição das diaconisas e sugeriu a possibilidade de uma comissão para estudar esta questão.

O Pe. Federico Lombardi, Diretor da Sala de Imprensa do Vaticano, divulgou uma declaração depois do evento no qual explicou que o Papa Francisco não tem a intenção de promover a ordenação de diaconisas nem mulheres sacerdotes.

Na coletiva de imprensa em 26 de junho, o Santo Padre iniciou sua resposta à pergunta sobre a possibilidade de uma comissão para estudar o tema com uma brincadeira: “Havia um presidente da Argentina que dizia e aconselhava os presidentes de outros países: ‘Quando você quer que algo não se resolva, crie uma comissão’”.

Em seguida, o Papa se referiu a alguns estudos recentes a respeito do tema e aproveitou para ressaltar a importante missão das mulheres na Igreja.

“Para mim, a função da mulher não é tão importante quanto o pensamento da mulher na igreja. A mulher pensa de outra maneira em relação a nós, os homens. E não se pode tomar uma decisão boa e justa sem ouvir as mulheres”, afirmou o Papa.

“Às vezes, em Buenos Aires, eu fazia uma consulta com os meus consultores e os ouvia sobre um tema: em seguida, chamava algumas mulheres e elas viam as coisas sob uma luz diferente... e depois a decisão era muito, muito, muito fecunda, muito boa”, continuou.

O Santo Padre concluiu sua resposta reiterando algo que está acostumado a dizer sobre as mulheres e a Igreja: “Repito sempre: a Igreja é mulher... e não é uma mulher solteirona, é uma mulher casada com o Filho de Deus, o seu Esposo é Jesus Cristo”.

Por acidigital

Papa reza pelas vítimas do ataque terrorista na Turquia

Francisco janela

Ao meio-dia o Papa Francisco presidiu à oração do Angelus da Janela do Palácio Apostólico. Na sua mensagem começou por salientar o testemunho destes dois santos padroeiros da Igreja universal: Pedro, um “humilde pescador”, Paulo “mestre e doutor”. “Eles por amor de Cristo deixaram a sua pátria” – disse o Papa – e não pensando nos riscos, chegaram a Roma e aqui foram “anunciadores e testemunhas do Evangelho”.
“Acolhamos a sua mensagem! Conservemos o seu testemunho! A fé franca e forte de Pedro, o coração grande e universal de Paulo ajudar-nos-ão a ser cristãos alegres, fiéis ao Evangelho e abertos ao encontro com todos.”
O Papa Francisco recordou a bênção dos pálios dos arcebispos metropolitas e a presença de membros do Patriarcado Ecuménico de Constantinopla nesta Festa de S. Pedro e S. Paulo.
Após a oração do Angelus o Papa Francisco rezou pelas vítimas do atentado terrorista da noite de terça-feira dia 28 de Junho:
“…ontem à noite, em Istambul, aconteceu um brutal atentado terrorista que matou e feriu muitas pessoas. Rezemos pelas vítimas, pelos familiares e pelo caro povo turco. O Senhor converta os corações dos violentos e apoie os nosso passos pelo caminho da paz.”
O Papa Francisco a todos deu a sua bênção, pediu para os fiéis não se esquecerem de rezar por ele e desejou-lhes um bom almoço.

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O Papa e Kerekin II assinam Declaração Comum: unidade e paz

papa declara

Na Declaração os dois chefes religiosos sublinham a necessidade de caminhar juntos com vista no melhoramento das relações entre as duas Igrejas. Alargam também o olhar a toda a humanidade, esperançosos de que a fé comum em Cristo os ajudará a contribuir para um mundo melhor.
São quatro páginas de agradável leitura e reflexão e em que Francisco e Kerekin II começam por dar graças a Deus pela “crescente proximidade na fé e no amor entre a Igreja Apostólica Arménia e a Igreja Católica no seu testemunho comum da mensagem do Evangelho da salvação do mundo dilacerado por conflitos e desejoso de conforto e esperança” .
Recordam, depois, os grandes momentos nesta senda: a visita de João Paulo II à Arménia em 2001 por ocasião dos 1700 anos da proclamação do cristianismo como religião do país, e a solene liturgia na Basílica de São Pedro em Roma no dia 12 de Abril de 2015, onde as duas Igrejas se empenharam a continuar na linha expressa pela precedente Declaração conjunta de 2001 assinada pelo Papa João Paulo II e pelo Catholicos, ou seja: opor-se “a toda a forma de discriminação e violência” e comemorar as vítimas daquilo que essa Declaração assinalara como “o extermínio de um milhão e meio de cristãos arménios, naquele que geralmente é referido como o primeiro genocídio do século XX”.
Satisfeitos por a fé cristã ter voltado a vibrar na Arménia, Francisco e Kerekin II chamam, todavia, a atenção para a tragédia imensa dos nossos dias de contínuos conflitos de vária natureza no mundo inteiro, e de modo particular no Médio Oriente, com a consequência de minorias étnicas e religiosas voltarem a ser alvo de perseguição diária. Mártires pertencentes a todas as Igrejas e cujo sofrimento é um “ecumenismo de sague” que transcende as divisões históricas entre os cristãos, convidando, assim, a promover a unidade.
Empenhando-se nesta linha, os dois líderes religiosos imploram também os líderes das nações “a ouvir o apelo de milhões de seres humanos que anseiam pela paz e a justiça no mundo, que pedem respeito pelos direitos dados por Deus, que têm necessidade de pão, não de armas”.
Denunciam igualmente o uso fundamentalista da religião e dos valores religiosos para “justificar a difusão do ódio, discriminação e violência”. Isto – frisam – “é inaceitável”, porque “Deus não um Deus de desordem, mas de paz”. E o respeito pelas diferenças religiosas é condição necessária para a convivência pacífica”. Como cristãos somos chamados a procurar e a implementar caminhos para a reconciliação e a paz – sublinham, manifestando a esperança de uma “resolução pacífica das questões em torno do Nagorno-Karabakh”.
No espírito cristão de acolhimento e ajuda, pedem aos fiéis de ambas as Igreja para abrirem os corações e as mãos às vítimas da guerra e do terrorismo, aos refugiados e suas famílias. Reconhecendo o que está a ser feito, sublinham, contudo, que é preciso que os líderes políticos e a comunidade internacional façam muito mais para garantir o direito de todos a viver em paz e na segurança.
Outro aspecto que preocupa tanto o Papa Francisco como o Catholicos Karekin II é a crise da família em muitos países. Declaram ter a mesma visão da família fundada no matrimónio entre um homem e uma mulher.
A Declaração conjunta hoje assinada pelo Papa e Kerekin II faz ainda notar, com prazer, que “apesar das divisões que subsistem entre os cristãos” há uma mais clara percepção de que o que os “une é muito mais” do que aquilo que os “divide”.
Na linha das palavras evangélicas “que todos sejam um”, é enaltecida “a nova fase” que se tem vindo a criar entre a Igreja Apostólica Arménia e a Igreja Católica, graças às orações e aos esforços comuns no sentido de ultrapassar os desafios contemporâneos. E mostram-se convictos da “importância crucial de avançar nesta relação, promovendo uma colaboração mais profunda e decisiva, não só na área da teologia, mas também na oração e na cooperação activa a nível das comunicadas locais, com o objectivo de compartilhar a comunhão plena e expressões concretas de unidade”.
Com esta convicção e clarividência Francisco e Kerekin II exortam os seus “fiéis a trabalhar harmoniosamente pela promoção na sociedade dos valores cristãos que contribuam efectivamente para construir uma civilização de justiça, paz e solidariedade humana”
(DA)
A seguir a Declaração na íntegra

VISITA APOSTÓLICA DO SANTO PADRE À ARMÉNIA
DECLARAÇÃO COMUM
DE SUA SANTIDADE FRANCISCO
E DE SUA SANTIDADE KAREKIN II
NA SANTA ETCHMIADZIN, REPÚBLICA DA ARMÉNIA

Hoje na Santa Etchmiadzin, centro espiritual de Todos os Arménios, nós, o Papa Francisco e o Catholicos de Todos os Arménios Karekin II, elevamos as nossas mentes e corações em ação de graças ao Todo-Poderoso pela progressiva e crescente proximidade na fé e no amor entre a Igreja Apostólica Arménia e a Igreja Católica no seu testemunho comum à mensagem do Evangelho da salvação num mundo dilacerado por conflitos e desejoso de conforto e esperança. Louvamos a Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, por ter permitido que nos reunamos na terra bíblica de Ararat, que permanece como uma memória de que Deus será para sempre a nossa proteção e salvação. Grande prazer espiritual nos dá lembrar que, em 2001, por ocasião dos 1700 anos da proclamação do cristianismo como religião da Arménia, São João Paulo II visitou a Arménia e foi testemunha duma nova página nas relações calorosas e fraternas entre a Igreja Arménia Apostólica e a Igreja Católica. Estamos gratos pela graça que tivemos de estar juntos numa solene liturgia na Basílica de São Pedro em Roma no dia 12 de abril de 2015, onde empenhamos a nossa vontade de nos opor a toda a forma de discriminação e violência, e comemoramos as vítimas daquele que a Declaração Comum de Sua Santidade João Paulo II e Sua Santidade Karekin II assinala como «o extermínio de um milhão e meio de cristãos arménios, naquele que geralmente é referido como o primeiro genocídio do século XX» (27 de Setembro de 2001).
Louvamos ao Senhor por a fé cristã ser, hoje, novamente uma realidade vibrante na Arménia e por a Igreja Arménia exercer a sua missão com espírito de colaboração fraterna entre as Igrejas, sustentando os fiéis na construção dum mundo de solidariedade, justiça e paz.
Infelizmente, porém, estamos a ser testemunhas duma tragédia imensa que se desenrola diante dos nossos olhos: inúmeras pessoas inocentes que são mortas, deslocadas ou forçadas a um exílio doloroso e incerto devido a contínuos conflitos por motivos étnicos, económicos, políticos e religiosos no Médio Oriente e noutras partes do mundo. Em consequência, minorias religiosas e étnicas tornaram-se alvo de perseguição e tratamento cruel, a ponto de o sofrimento por uma crença religiosa se tornar uma realidade diária. Os mártires pertencem a todas as Igrejas e o seu sofrimento é um «ecumenismo de sangue» que transcende as divisões históricas entre os cristãos, convidando-nos a todos a promover a unidade visível dos discípulos de Cristo. Juntos rezamos, por intercessão dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, Tadeu e Bartolomeu, por uma mudança de coração em todos aqueles que cometem tais crimes e naqueles que estão em posição de acabar com a violência. Imploramos aos líderes das nações que ouçam o apelo de milhões de seres humanos que anseiam pela paz e a justiça no mundo, que pedem respeito pelos seus direitos dados por Deus, que têm necessidade urgente de pão, não de armas. Infelizmente, estamos a ser testemunhas duma apresentação fundamentalista da religião e dos valores religiosos, usando tal forma para justificar a difusão de ódio, discriminação e violência. A justificação de tais crimes com base em conceções religiosas é inaceitável, porque «Deus não é um Deus de desordem, mas de paz» (I Coríntios 14, 33). Além disso, o respeito pelas diferenças religiosas é condição necessária para a convivência pacífica de diferentes comunidades étnicas e religiosas. Precisamente por sermos cristãos, somos chamados a buscar e implementar caminhos para a reconciliação e a paz. A propósito, expressamos também a nossa esperança duma resolução pacífica das questões em torno de Nagorno-Karabakh.
Conscientes do que Jesus ensinou aos seus discípulos, quando disse: «Tive fome e destes-me de comer, tive sede e destes-me de beber, era peregrino e recolhestes-me, estava nu e destes-me que vestir, adoeci e visitastes-me, estive na prisão e fostes ter comigo» (Mateus 25, 35-36), pedimos aos fiéis das nossas Igrejas que abram os seus corações e mãos às vítimas da guerra e do terrorismo, aos refugiados e suas famílias. Em causa está o próprio sentido da nossa humanidade, da nossa solidariedade, compaixão e generosidade, que só pode ser devidamente expresso numa imediata partilha prática de recursos. Reconhecemos tudo o que já se está a fazer, mas insistimos que é necessário muito mais, por parte dos líderes políticos e da comunidade internacional, em ordem a garantir o direito de todos a viver em paz e segurança, para defender o estado de direito, proteger as minorias religiosas e étnicas, combater o tráfico de seres humanos e o contrabando.
A secularização de amplos setores da sociedade, a sua alienação das ligações espirituais e divinas leva inevitavelmente a uma visão dessacralizada e materialista do homem e da família humana. A este respeito, estamos preocupados com a crise da família em muitos países. A Igreja Apostólica Arménia e a Igreja Católica compartilham a mesma visão da família, fundada no matrimónio como ato de livre doação e de amor fiel entre um homem e uma mulher.
Temos o prazer de confirmar que, apesar das divisões que subsistem entre os cristãos, percebemos mais claramente que aquilo que nos une é muito mais do que aquilo que nos divide. Esta é a base sólida sobre a qual será manifestada a unidade da Igreja de Cristo, de acordo com as palavras do Senhor: «que todos sejam um só» (João 17, 21). Na últimas décadas, a relação entre a Igreja Apostólica Arménia e a Igreja Católica entrou com êxito numa nova fase, fortalecida pelas nossas orações comuns e mútuos esforços a fim de superar os desafios contemporâneos. Hoje estamos convencidos da importância crucial de avançar nesta relação, promovendo uma colaboração mais profunda e decisiva, não somente na área da teologia, mas também na oração e na cooperação activa no nível das comunidades locais, com o objetivo de compartilhar a comunhão plena e expressões concretas de unidade. Exortamos os nossos fiéis a trabalhar harmoniosamente pela promoção na sociedade dos valores cristãos que contribuam efetivamente para construir uma civilização de justiça, paz e solidariedade humana. Diante de nós está a senda da reconciliação e da fraternidade. Possa o Espírito Santo, que nos guia para a verdade completa (cf. João 16, 13), sustentar todo o esforço genuíno por construir pontes de amor e comunhão entre nós.
Da Santa Etchmiadzin, apelamos a todos os nossos fiéis para se juntarem a nós nesta oração feita com as palavras de São Nerses o Gracioso: «Glorioso Senhor, aceitai as súplicas dos vossos servos e, graciosamente, atendei os nossos pedidos, pela intercessão da Santa Mãe de Deus, João Batista, o primeiro mártir Santo Estêvão, São Gregório nosso Iluminador, os Santos Apóstolos, Profetas, Teólogos, Mártires, Patriarcas, Eremitas, Virgens e todos os vossos Santos no céu e na terra. E a Vós, Santa e Indivisível Trindade, seja glória e adoração por todo o sempre. Ámen».

Santa Etchmiadzin, 26 de junho de 2016.


Sua Santidade Francisco Sua Santidade Karekin II

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Tocar o pobre é tocar o corpo de Cristo

pobre toca

Na audiência geral na Praça de S. Pedro o Papa Francisco afirmou na sua catequese que tocar o pobre é tocar o corpo de Cristo. O Santo Padre sublinhou que tocar o pobre pode purificar da hipocrisia e tornar-nos inquietos pela sua condição.
Evangelho de S. Lucas, capítulo 5 – é deste endereço bíblico que Francisco parte para uma catequese plena de intensidade humana: um leproso dirige-se a Jesus e pede para ser purificado. Este homem vivia excluído – disse o Papa – mas não se resignava com a sua doença, nem com as normas sociais que faziam dele um excluído. Ele devia manter-se separado e longe de todos.
No entanto, este homem viola aquelas normas – observou o Santo Padre – entra na cidade e aproxima-se de Jesus. Na sua súplica, o leproso mostra-se certo de que Jesus tem poder para curá-lo; tudo depende da vontade d’Ele. “Senhor, se quiseres, podes purificar-me!” – esta é a súplica do leproso. Jesus toca-o e diz-lhe: “Quero, fica purificado!”
“A súplica do leproso mostra que quando nos apresentamos a Jesus não é necessário fazer longos discursos. Bastam poucas palavras, acompanhadas da plena confiança na sua omnipotência e na sua bondade. Confiarmo-nos à vontade de Deus significa, com efeito, submetermo-nos à sua infinita misericórdia.”
Neste momento da catequese o Papa Francisco cometeu uma pequena inconfidência e disse que, ele próprio, todas as noites, faz esta pequena oração: “Senhor se quiseres, podes purificar-me”, acompanhada por cinco Pai-Nossos por cada uma das chagas de Jesus.
Nesta passagem do Evangelho Jesus fica bastante impressionado com este leproso – assinalou o Santo Padre que referiu ainda que o texto de S. Marcos sublinha que Jesus “teve compaixão, estendeu-lhe a mão e tocou-o”. O gesto de Jesus vai contra as disposições da Lei de Moisés que proibia a aproximação aos leprosos. Mas o Senhor toca aquele leproso – disse Francisco que se interrogou se os cristãos, quando encontram um pobre e dão esmola, lhe tocam a mão:
“Quantas vezes encontramos um pobre que se aproxima de nós. Podemos até ser generosos, podemos até ter compaixão, mas habitualmente não o tocamos. Oferecemos-lhe a moeda, mas evitamos tocar-lhe a mão. E esquecemo-nos de que aquele é o corpo de Cristo! Jesus ensina-nos a não ter medo de tocar o pobre e o excluído, porque naquela pessoa está Ele próprio. Tocar o pobre pode purificar-nos da hipocrisia e tornar-nos inquietos pela sua condição.”
O Santo Padre referiu ainda na sua catequese o facto de junto de si nesta audiência estarem refugiados africanos. “São nossos irmãos” – disse o Papa assinalando os valores do acolhimento e da inclusão.
Nas saudações aos fiéis presentes na Praça de S. Pedro, o Santo Padre dirigiu-se também aos peregrinos de língua portuguesa:
“Queridos amigos de língua portuguesa, que hoje tomais parte neste Encontro, obrigado pela vossa presença e sobretudo pelas vossas orações! A todos saúdo, especialmente aos membros da Comunidade brasileira Doce Mãe de Deus e ao grupo de Escuteiros de Leiria, encorajo-vos a apostar em ideais grandes de serviço, que engrandecem o coração e tornam fecundos os vossos talentos. Sobre vós e vossas famílias desça a Bênção do Senhor!”

O Papa Francisco a todos deu a sua bênção!

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