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Aberta Porta Santa para pedestres na Rodovia que leva ao Santuário do Divino Pai Eterno

Porta Santa Rodovia dos Romeiros

Dentre as festividades do Divino Pai Eterno em Trindade (GO), uma novidade neste ano é a Porta Santa instalada no quilômetro zero da via de pedestres da GO-060, também conhecida como Rodovia dos Romeiros. A Porta, localizada ao lado da rodovia, foi abençoada e aberta pelo Arcebispo metropolitano de Goiânia, Dom Washington Cruz, na sexta-feira, 24 de junho.
Esta via específica para pedestres é percorrida por muitos romeiros que peregrinam até Santuário do Divino Pai Eterno em longas caminhadas ou ainda por outros meios, como por exemplo de bicicleta ou a cavalo.
Com 4,20 metros de altura e 4 metros de largura, esta Porta santa é um símbolo para recordar os romeiros que a Igreja vive o Ano da Misericórdia, convocado pelo Papa Francisco, o qual teve início em 8 de dezembro de 2015 – Solenidade da Imaculada Conceição da Virgem Maria – e seguirá até o dia 20 de novembro de 2016 – Solenidade de Cristo Rei.
A porta é composta por quatro símbolos que representam: o Ano Jubilar da Misericórdia; a Mãe da Misericórdia; a Arquidiocese de Goiânia e o Santuário Basílica de Trindade.
“Que essa Porta possa significar para nós uma porta de misericórdia, uma porta de salvação, uma porta de transformação das nossas vidas como é o sentido original da Porta Santa”, expressou Pe. Rodrigo de Castro, coordenador de Pastoral da Arquidiocese de Goiânia, ao site do Santuário.
Segundo ele, o objetivo é levar aos romeiros a experiência que milhares de católicos estão em todo o mundo. “Queremos proporcionar aos romeiros a experiência vivida pelas dioceses do mundo inteiro, que é a de passar pela Porta Santa e receber as indulgências plenárias, além da tradicional caminhada a Trindade, na ida ao encontro do Pai Eterno”, explicou o sacerdote.
A instalação da Porta Santa na via de pedestres da Rodovia dos Romeiros está inserida também no contexto do tema da Romaria 2016 do Santuário: “O Pai Eterno é Misericordioso”. A finalidade é levar os fiéis a conhecer verdadeiramente todo o amor que o Pai eterno tem por seus filhos.
A Romaria teve início na sexta-feira, 24, com a Alvorada Festiva, às 5h. São dez dias de festa e a organização espera receber 2,5 milhões de fiéis. Ao todo, serão celebradas 115 missas, 45 novenas, 30 orações do terço e 11 procissões. Também estão programados Batismos, vigílias, encontros e desfiles de carreiros, cavaleiros e muladeiros.
O ápice da festa será no próximo dia 3, primeiro domingo de julho, quando se celebra o dia do Divino Pai Eterno. A Porta Santa da Rodovia dos Romeiros ficará instalada no local até o dia 5 de julho.

Site Acidigital

Misericórdia para todos

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O nosso Arcebispo Dom Washington Cruz, presidiu hoje (24/06) pela manhã o rito de abertura da Porta Santa aos peregrinos do Divino Pai Eterno na saída (trevo) de Goiânia para Trindade, no quilômetro zero da Rodovia dos Romeiros. Os devotos que saírem rumo ao Santuário Basílica no período da Festa do Divino Pai Eterno, de 24 de junho a 3 de julho, passarão por ela.

A Porta Santa representa o passo do pecado à redenção, da morte à vida, do não crer à fé. Jesus se descreve como “a Porta”. Precisamos entrar por Ele para chegar ao Pai. A porta é a via da salvação. Nesse rito, os fiéis são orientados a realizarem as condições habituais para obterem indulgências: profissão de fé, a oração pelo Papa e por suas intenções, a vivência da confissão e da comunhão sacramentais.

Abrir uma Porta Santa em anos santos ordinários é uma tradição instituída na Santa Sé, com intervalos de 25 anos. Mas pode também ser aberta durante anos extraordinários, como fez João Paulo II (1983), e o papa Francisco, em 8 de dezembro de 2015, ao inaugurar o Ano Santo da Misericórdia, que será encerrado em dezembro deste ano.

Em ato inédito, o papa Francisco concedeu permissão aos bispos para designar Portas Santas nas suas Dioceses, nesse Ano da Misericórdia, estendendo a todos os católicos a possibilidade de vivenciar essa experiência de fé, antes possível somente indo a Roma. Esta iniciativa do Papa tem forte simbologia dentro do Ano Santo da Misericórdia, pois representa que a misericórdia de Deus é para todos, todos são chamados à reconciliação.

Fonte: arquidiocesedegoiania.org.br

Missas em ação de graças e Reunião de Pastoral marcaram celebrações

Reunio Junho

O lema episcopal “Para que todos sejam um”, do querido arcebispo emérito de Goiânia, Dom Antonio Ribeiro de Oliveira, ressoou nos dias 10 a 12 de junho, por ocasião das celebrações dos seus 90 anos de vida. Atendendo ao pedido do nosso arcebispo Dom Washington Cruz, a data foi celebrada em três grandes momentos. A Reunião Mensal de Pastoral, que normalmente aborda mais de um tema, desta vez homenageou o emérito.
Naquela ocasião, Dom Washington lembrou os inúmeros mártires do início da Igreja, que deram suas vidas pela causa do Evangelho. Pontuou que o episcopado de Dom Antonio foi marcado pelo sofrimento, pelas injustiças, que muitas vezes só Deus sabia o que se passava em seu coração que suportava tudo por amor a Cristo. O bispo emérito de Uruaçu, Dom José Chaves, também deixou sua homenagem a Dom Antonio. Todas as palavras do bispo de Uruaçu foram voltadas para o ministério episcopal. “O bispo é essencialmente um missionário, encarregado da expansão do reino de Cristo: reino da luz, reino da fé, reino do amor”, disse.
Um dos pontos altos da Reunião Mensal foi a apresentação do vídeo produzido pelo Vicariato para a Comunicação (Vicom) que mostra fotos da trajetória do arcebispo emérito, relembra momentos no seminário e com sua família e apresenta “Dom Antonio por ele mesmo”, por meio de uma entrevista.
Coroou a reunião, o lançamento do livro “Dom Antonio Ribeiro de Oliveira – 90 anos”, edição da Divisão de Comunicação da PUC Goiás e organização do Instituto de Pesquisas e Estudos Históricos do Brasil Central (IPEHBC). Além da biografia, de autoria do historiador Antônio César Caldas Pinheiro, a publicação traz os discursos de Dom Antonio em momentos marcantes de sua trajetória episcopal.

Missas

Duas missas em ação de graças marcaram as celebrações pelos 90 anos de Dom Antonio. A primeira, no dia 10, foi celebrada na Catedral Metropolitana, igreja em que foi pároco por quatro anos. Durante a homilia, Dom Washington Cruz agradeceu pelas graças que Deus concede a todos, à Igreja, a cada fiel em particular e ao emérito pelo episcopado “Para que todos sejam um”, o qual disse ter sido uma inspiração divina, pois a Igreja deseja corresponder ao desejo de unidade de Cristo. Ele ainda agradeceu a presença de Dom Antonio na Arquidiocese, como grande anunciador do Evangelho. Ao fim da Santa Missa, ele recebeu homenagem da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), entregue pelo deputado estadual Bruno Peixoto. E em meio aos últimos fogos de artifício que riscaram o céu, festejando a data, Dom Antonio disse que seu grande sentimento era de gratidão, por chegar a essa idade cercado de tanto carinho, que isso o enchia de alegria. Ele ainda recebeu os cumprimentos de todos os presentes que desejaram prestar-lhe homenagens.
A celebração festiva contou também com a presença do bispo auxiliar de Goiânia, Dom Levi Bonatto, e de bispos de outras dioceses: Dom Afonso Fioreze, Diocese de Luziânia; Dom Waldemar Passini Dalbello, bispo coadjutor da Diocese de Luziânia; Dom João Wilk, Diocese de Anápolis; Dom Eugênio Rixen, Diocese de Goiás e Dom José da Silva Chaves, bispo emérito da Diocese de Uruaçu. Grande parte do clero da Arquidiocese de Goiânia, religiosos e religiosas, autoridades políticas, o reitor da PUC Goiás, Prof. Wolmir Amado, e outros representantes da instituição, além dos fiéis leigos, também estiveram presentes.
Em Trindade, Dom Antonio presidiu missa na manhã do domingo (12), no Santuário Basílica do Divino Pai Eterno. Refletiu sobre o Evangelho de Lucas 7,36-8,3, em que Jesus perdoa os pecados da mulher pecadora porque ela mostrou muito amor ao filho de Deus. “A Igreja está no mundo para continuar a missão de Jesus”, enfatizou em sua homilia. Para isso, continuou o arcebispo emérito, “Jesus deixou o Sacramento da Confissão para que os pecados sejam perdoados e, neste Ano da Misericórdia, somos chamados ao arrependimento de coração”. Por fim, ele rendeu graças ao Divino Pai Eterno pelos seus 90 anos. “Não vou me cansar de agradecer pelo meu ministério sacerdotal a serviço do povo cristão. Por isso, me dirijo ao coração de cada um pedindo que me ajudem a agradecer o dom da vida, o meu sacerdócio e o meu episcopado para que pela misericórdia do Pai Eterno eu possa chegar ao caminho da salvação”.
Após a celebração, o reitor do Santuário-Basílica, padre Edinísio Pereira agradeceu a Deus por celebrar os 90 anos de Dom Antonio e lembrou as palavras motivadoras do aniversariante sobre sua juventude para as coisas de Deus, apesar da calvície e cabelos brancos. Também presente ali, o governador de Goiás, Marconi Perillo, agradeceu por poder compartilhar em Trindade a vida do emérito de Goiânia, “homem tão importante para a capital, Goiás, Ipameri e Orizona”. “Que Deus o abençoe e continue lhe dando saúde”, concluiu. Logo depois um café da manhã foi oferecido pelos Missionários Redentoristas aos amigos e familiares do aniversariante.

Por Fúlvio Costa e Talita Salgado
Fotos: Caio Cézar
Reportagem completa na edição 109, deste domingo, 19 de junho, do Jornal Encontro Semanal.

Site Arquidiocese de Goiânia

Parabéns Dom Antonio Ribeiro!

Dom Antonio Site 2

Arquidiocese de Goiânia convida para celebrar os 90 Anos de Dom Antonio

A Arquidiocese de Goiânia convida toda sua Igreja a prestigiar, nos próximos dias 10, 11 e 12, as atividades comemorativas dos 90 anos de Dom Antonio Ribeiro de Oliveira, cuja história de vida se entrelaça com a história da Arquidiocese.
"Pedimos que nossas paróquias e comunidades celebrem também por Dom Antonio, para juntos darmos graças pelos dons da vida e do sacerdócio do arcebispo emérito da nossa Arquidiocese", conclama Dom Washington Cruz, arcebispo metropolitano.

Programação
Dia 10 - Missa solene na Catedral de Goiânia, às 19h
Dia 11 - Reunião Mensal de Pastoral comemorativa, das 8h às 12h , no CPDF
Dia 12 - Missa solene no Santuário-Basílica do Divino Pai Eterno, em Trindade, às 8h

Perfil
Leia a última edição do jornal Encontro Semanal, que é comemorativa dos 90 anos de Dom Antonio, conta um pouco da trajetória do segundo arcebispo de Goiânia, sucessor de Dom Fernando Gomes dos Santos. Registra depoimentos de pessoas que têm por ele grande apreço, admiração e gratidão.

Encontro Semanal
Com essa edição especial (impressa e online), o jornal completa 2 anos de existência no âmbito do Vicariato para a Comunicação. Fúlvio Costa é o jornalista responsável, que tem a colaboração da equipe do Vicom na reportagem, cobertura fotográfica, diagramação, revisão e divulgação. O consultor teológico é o padre Warlen Maxwell e, a cada número, diferentes colaboradores assinam artigos informativos e formativos.

Site da Arquidiocese

Pelo Direito do Nascituro

Nascituro

A vida humana constitui um bem em si mesma.Certamente uma das mais augustas compreensões acerca deste mistério que ela encerra está na sua fonte e no seu horizonte. O homem não é o criador da vida. Nem o vazio infinito é o destino dela, que é um milagre permanentemente operado pelas divinas mãos. Não compete ao homem, em absoluto, arrogar-se o direito de manipulá-la, de distorcê-la, de torná-la algo como se fosse seu bem próprio e individual.
Nesse mesmo diapasão, situa-se a natureza procriativa do ser humano. Homem e mulher trazem dentro de si o sagrado dever de serem fecundos, encherem e povoarem a terra segundo o desejo de Deus. Ele próprio, Criador, tornou o ser humano dotado dessa maravilhosa vocação de serem pais e mães, de fazerem gerar para o mundo filhos e filhas. Aqui está se referindo ao conjunto dos sujeitos envolvidos na procriação: homem, mulher e filho (a).
A sociedade quer fazer passar a todo custo a ideia de que a mulher é absoluta senhora de seu corpo e de que o homem é senhor absoluto de suas escolhas. Ignora-se um terceiro sujeito, igualmente portador de direitos, ainda que não dotado de plena consciência. Ora, se a justiça garante o direito patrimonial e confere aos bens móveis e imóveis um status jurídico estável, o que não se dirá de um ser humano, plenamente sujeito de direitos não desde o nascimento com vida, mas, ainda antes, desde a concepção? A Constituição Federal é taxativa no rol dos direitos individuais: a vida humana é de natureza inviolável. Não se acrescentam exceções. Não se abrem hipóteses de seu contrário.
A Igreja está no mundo para ser uma presença estável e clara acerca da vontade de Deus para a humanidade. Não há titubeios. O grande depósito da Verdade confiado aos sagrados pastores precisa ser elucidado em momentos cruciais, onde parecem reinar interpretações que distorcem a mais cristalina natureza humana. E uma verdade é indiscutível. Não se pode admitir o descarte de embriões por suspeitas ou evidências de más-formações congênitas ou de doenças. Ou em razão de que o sujeito de direitos que o embrião é viveria apenas por algumas horas após o nascimento e, por isso, a sua morte e eliminação estariam autorizadas.
Vive-se num tempo em que as idealizações sobre o ser humano e seu corpo já matam desde o ventre materno aqueles que não seguirão o ideal do corpo e da vida numa sociedade fundada numa espécie de utilitarismo seletivo. Se num passado distante se matavam as crianças que nasciam portadoras de deficiências, agora a morte acontece dentro do ventre materno. E, o que é preocupante, sob as mais variadas e controversas justificativas jurídicas completamente implausíveis.
Cuide-se da vida. Assuma-se e proclame-se a vida como dom supremo. A sociedade deve ser educada, por todos os meios e por todas as suas instituições, a assumir com alegria e com responsabilidade todas as formas de vida, com ou sem cérebro, portadoras ou não de deficiências. Zele-se da saúde da mulher. Porém, a vida humana concebida em seu ventre seja protegida, amada, tomada em sua sacralidade mais absoluta. Assim teremos uma sociedade que valorizará os idosos e não tratará a vida humana como algo a ser descartado em qualquer esquina e em qualquer idade.

Dom Washington Cruz
Arcebispo Metropolitano de Goiânia