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Autor do hino da JMJ da Polonia 2016 relata sua experiência com Deus

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Bem-aventurados os misericordiosos

Letra
“Eu lia a Palavra de Deus enquanto pedia a proteção a Ele para realizar meus sonhos, inclusive o de escrever o hino da Jornada Mundial da Juventude de Cracóvia 2016. E percebi: o Senhor me fez uma promessa. A confirmação foi uma frase da Bíblia com a qual Deus assegurou a Moisés que, no coração de cada artista, ele colocaria a sabedoria para que eles pudessem realizar o seu desígnio (Ex 31, 6-B). Confiante nesta motivação, eu peguei o violão e… o refrão estava pronto desde sempre”, disse Jakub Blycharz, autor do hino da Jornada Mundial da Juventude de 2016.
Blycharz, logo depois de ter vencido o concurso para o hino, conta que, antes de trabalhar na música, tinha buscado inspiração completamente na Sagrada Escritura. Foi assim que começou o trabalho com a música, cujo início se inspira no Salmo 121 (120). O refrão do hino contém um encorajamento a viver no seio da esperança e da confiança, que advêm da Ressurreição de Cristo.

Costanza D’Ardia com informações do site oficial da JMJ.

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Castidade não é sinônimo de virgindade

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Não ser virgem não é empecilho para que alguém passe a viver de forma casta

Temos recebido mensagens de alguns leitores falando da dificuldade de viver a castidade no namoro. Apesar do desejo de serem fiéis nesse sentido, estão frequentemente vacilando.
Conversando com amigos católicos e crismandos, percebo também que os que já não são mais virgens se sentem um tanto mais pessimistas. É como se tivessem entrado em um ciclo, do qual não conseguem mais sair. É como se Deus não fosse poderoso o suficiente para libertá-los da condição de pecado.
Em tese, para um casal que nunca transou, viver a castidade seria mais viável. Porém, quando a virgindade de ambos já foi pro espaço, é comum que sintam como se já não tivessem mais nada para resguardar, para preservar. No fundo, pensam: “Se já pecamos contra a castidade uma vez, que diferença faz a gente transar de novo?”.
Seria muito bom que pudéssemos fazer essa pergunta a Santo Agostinho (teve um filho fora do casamento), Santa Pelágia (foi prostituta), Santa Margarida de Cortona (morou nove anos com o namorado) e tantos outros santos que foram exemplo de castidade, a despeito de suas faltas antes da conversão. Não ser virgem não é empecilho para que alguém passe a viver de forma casta.
Melhor ainda é ver o testemunho de jovens católicos contemporâneos a nós. Seguindo a dica de uma crismanda minha, busquei no YouTube os vídeos de um casal chamado Jason e Crystalina Evert. Amei!
Jason e Crystalina integram o trabalho de evangelização do site Catholic Answers. Eles ministram palestras nas escolas dos EUA sobre o relacionamento amoroso cristão, e cativam o público com sua linguagem simples, espontânea e franca.

Deem só uma olhada neste breve testemunho da Crystalina. Diferente de seu noivo (hoje, seu marido), ela teve várias experiências sexuais fora do casamento:
https://www.youtube.com/watch?v=uv54_kGRKLM

Na boa… esse romance lindo faz a gente ficar até com peninha de Romeu e Julieta, aqueles dois coitados grudentos e desesperados!
Apesar de saber que sua noiva não é mais virgem, Jason não tem aquela mentalidade de “pô, ela deu pros outros, vai ter que dar pra mim também!”. Ele a vê como uma moça pura, o que efetivamente ela se tornou, pela graça de Deus.

Vale a pena conferir este outro vídeo curtinho, em que Jason diz que “não importa o que aconteceu no passado, todos podem recomeçar”:
https://www.youtube.com/watch?v=NPRMUK7T_Mc

Se você ainda não se casou e já teve experiências sexuais, ore e reflita sobre o que disse São Paulo:
“Se alguém está em Cristo, é nova criatura. As coisas antigas passaram; eis que uma realidade nova apareceu.”
– II Coríntios 5, 17
Desconfiem de si mesmos, amigos, sejam realistas em relação à própria fraqueza. Mas tenham fé em Cristo, confiem nEle! É uma grande ofensa – e uma grande burrice – duvidar que Jesus pode fazer de nós criaturas novas, capazes de cumprir o Seu plano para as nossas vidas. Se foi justamente para isso que Ele derramou Seu sangue na cruz!
Você transou antes do casamento? Sim, carregará marcas e lembranças, o que aconteceu não pode ser desfeito. Mas o que interessa mesmo é daqui pra frente. O que interessa é se você crê que, em Cristo, você pode – e deve! – nascer de novo. E esta pessoa que nascerá de novo é casta, é pura aos olhos de Deus.
“Garanto-te: se alguém não nascer de novo, não poderá ver o Reino de Deus”.
Nicodemos disse: “Como é que um homem pode nascer de novo, se já é velho? Poderá entrar outra vez no ventre de sua mãe e renascer?”
Jesus respondeu: “Eu te garanto: ninguém pode entrar no Reino de Deus se não nasce da água e do Espírito. Quem nasce da carne é carne, quem nasce do Espírito é espírito. Não te admires de Eu dizer que é preciso nascerdes de novo.”
– João 3, 3-7

Site Aleteia

Facebook: o mercado das carências

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Que passamos por uma era de urgências, e tramas existências que se perdem ao longo de um horizonte sem fim de distrações e ilusões cibernéticas, bom, quanto a isto creio não ser o único a vislumbrar tal problema. Não quero escrever sobre os problemas humanísticos advindos destas plataformas de realidades paralelas, as redes sociais. Para maiores aprofundamentos indico Bauman ou Lipovetsky. Só gostaria de analisar em poucos parágrafos o quanto estes lugares tonaram-se verdadeiros mercados de relacionamentos vazios.

Alguns minutos perdidos entre as barras de rolagem do Twitter, Instagram e Facebook, são suficientes para nos mostrar como somos uma geração carente. Não sei ao certo se carente de afeto ou de atenção — não sei também até que ponto estes dois parâmetros se confundem. Entre textos tristes e fotos seminuas — ou completamente nuas mesmo — , a sociedade vai mostrando a essência daquilo que chamamos de carência. As redes sociais em pouco tempo se transformaram numa grande vitrine de açougue onde se escolhe, o que se quer, por peças. É bem verdade que as redes sociais transformaram-se, também, numa grande praça francesa de debates políticos, mas isto cabe a outro texto.

Na realidade, eu acho extremamente interessante a forma desproporcional que a raça moderna lida com a ansiedade de namorar. Tal aporia me lembra as aulas de biologia, onde estudamos como agem os feromônios e como se dá a reprodução dos animais; tudo isto, unido a uma visão mercantilista e varejista pós revolução industrial, nos dá uma visão panorâmica da situação relacional de nossos dias nestas ditas redes. A modernidade usa as redes sociais para expor suas urgências de atenção, na busca incessante de um comprador de carências. E veja, não estou falando de postar fotos pura e simplesmente, mas sim a finalidade que se busca nisso. Ou seja, postar fotos em busca de saciar ausência do sexo oposto (ou do mesmo, sei lá), da mesma forma que cachorro mija no muro para atrair fêmeas.

A busca intrépida por uma curtida, um elogio ou, quiçá, uma proposta, faz com que atimiline de muitas pessoas tornem-se catálogos e/ou vitrines de homens e mulheres.

Triste realidade onde relacionamentos vazios iniciam-se por uma realidade paralela amorfa. Onde fotos “pixializadas” tornam-se meios de conquista; desejos descontrolados, vias de um pseudo-romantismo; palavras insonsas, motivos de crença amorosas. Eu acredito ainda naquele amor conquistado a duras penas, nas cartas e nos buquês de rosas. No frio na barriga ao ver e tocar, pessoalmente é claro, a(o) amada(o). Acredito em pessoas caras que não custam uma curtida. Antigamente se fugia de casa para viver um amor eterno, uma traquinagem que se justifica por uma eternidade; hoje se foge do eterno em busca de relacionamentos momentâneos, uma traquinagem que se perde num instante lodoso de luxúria. Aliás, nesta matéria, eu aceito a taxação reacionário.

(Pedro Henrique Alves, via Obvious)

JMJ 2016: Kit Peregrino é apresentado em Cracóvia

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Os peregrinos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de Cracóvia já sabem como estarão “equipados” para o evento. O Kit Peregrino foi apresentado na quinta-feira, 16, e traz em si um design que remete aos elementos da Jornada polonesa e à misericórdia.
O Kit, desenhado com base no projeto vencedor de Hanna Talarek, inclui uma mochila disponível em três cores – azul, vermelha e amarela –, as quais serão atribuídas aleatoriamente. O seu desenho gráfico é a centelha da misericórdia, um dos elementos do logo da JMJ Cracóvia 2016.
Segundo a coordenadora do Setor de Design Gráfico da JMJ Cracóvia 2016, Monika Rybczy?ska, “quando a mochila estava sendo projetada, o gráfico e o formato eram o mais importante”.
“Para o gráfico – explica –, nós queríamos que nossa mensagem fosse consistente e que levasse em conta o tema da misericórdia e a centelha, que ‘sai de Cracóvia para o mundo inteiro’. É por isso que este elemento do logo estará na mochila”.
Em relação ao formato, a coordenadora afirma que a preocupação principal era no que diz respeito à funcionalidade. “Chegar à forma final da mochila nos tomou quase... três meses!”, recorda.
Dentro da mochila, o peregrino encontra um terço-bracelete para rezar o Terço da Divina Misericórdia, um lenço de microfibra, um xale multifuncional para proteger do sol de julho e uma capa, caso chova.
Há ainda um guia do peregrino, um guia de Cracóvia, uma oração “Jesus eu confio em Vós”, um livro de orações “Um Livro Extraordinário sobre a Divina Misericórdia” e, dependendo do tipo de pacote escolhido, vouchers para alimentação.
Os peregrinos devem chegar a Cracóvia para a JMJ 2016 no dia 25 de julho e as atividades acontecerão de 26 a 31 de julho. As inscrições para a Jornada terminam no próximo dia 30 de junho.

Site Acidigital

Os óculos da misericórdia

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Você aceita o desafio?

Sou míope desde criança. Se eu tirar os óculos, não conseguirei curtir a vida nem ver o mundo ao meu redor. Preciso dos óculos para enxergar. Através deles, corrijo a imagem distorcida que chega a mim.
Ontem, por alguns instantes, tirei meus óculos, limpei suas lentes e me perguntei:
“O que aconteceria se, através dessas lentes, eu pudesse ver o mundo como Deus vê? Com misericórdia, ternura e amor… Sem julgar ninguém. Perdoando todos…”
Às vezes fico pensando em coisas assim. Gosto muito de pensar nas coisas de Deus. Procuro conhecê-lo mais para amá-lo mais.
Ao conversar com uma jovem que se prepara para ir à Jornada Mundial da Juventude de Cracóvia, ela me contava sobre seus preparativos, os eventos que está organizando para reunir fundos etc.
Ela também usa óculos, então resolvi compartilhar com ela essa minha inquietude. E lhe propus isso: “Que tal se durante uma semana, cada vez que colocarmos os óculos, nós dois tentarmos olhar através deles com misericórdia?”.
“Mas e os que não usam óculos?”, perguntou ela.
“Ah, é fácil – respondi. Eles só precisam abrir os olhos cada manhã e decidir, durante uma semana, enxergar o mundo, e tudo ao seu redor, com misericórdia.”
“Por que durante uma semana?”, perguntou a jovem.
“Porque um dia é mais simples, mas uma semana é mais desafiador. Já um ano é muita coisa; é melhor uma semana de cada vez”, respondi.
Hoje cedo, ao acordar, lembrei-me do desafio. Peguei meus óculos, limpei as lentes e, enquanto os colocava, disse a mim mesmo: “Vamos começar, Cláudio”.
Procurei ser amável, misericordioso, em cada evento do dia. Antes de dizer qualquer coisa, pensava comigo: “Misericórdia”.
Procuro a alegria da presença de Deus em nossas vidas.
Assim que saí de casa, percebi que não é tão fácil assim. Falar é fácil. Mas, na prática, nós nos deparamos com a opinião dos outros, com suas formas de ser e agir.
Alguém me fechou no trânsito, acelerando quando eu tinha a preferência. Mordi os lábios e consegui sorrir com amabilidade.
Quero amar, fazer tudo diferente. É uma verdadeira engenharia espiritual.
Perdoar. Ser misericordioso. “Compreender, não criticar”, como dizia o bom Papa João.
Mas agora eu desafio você, leitor(a). Sim, você mesmo(a). Você está disposto(a) a usar os óculos da misericórdia?
Eu desafio você. E você pode desafiar outra pessoa.

Compartilhe suas experiências. Certamente serão incríveis. Uma grande aventura!

Site Aleteia