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Os símbolos da Sexta-feira Santa

cruz senhor

A tarde de Sexta-feira Santa apresenta o drama imenso da morte de Cristo no Calvário. A cruz erguida sobre o mundo continua de pé como sinal de salvação e de esperança. Com a Paixão de Jesus segundo o Evangelho de João, é contemplado o mistério do Crucificado, com o coração do discípulo Amado, da Mãe, do soldado que lhe traspassou o lado. Neste dia não há Missa, celebra-se a Paixão do Senhor, que conta com os seguintes símbolos:

A cruz
A cruz foi, na época de Jesus, o instrumento de morte mais humilhante. Por isso, a imagem do Cristo crucificado se converte em “escândalo para os judeus e loucura para os pagãos” (1 Cor 1,23). Teve que passar muito tempo para que os cristãos se identificassem com esse símbolo e o assumissem como instrumento de salvação, entronizado nos templos e presidindo as casas e habitações, e pendendo no pescoço como expressão de fé.
Isto demonstram as pinturas nas catacumbas dos primeiros séculos, onde os cristãos, perseguidos por sua fé, representaram a Cristo como o Bom Pastor pelo qual “não temerei nenhum mal” (Salmo 22,4); ou fazem referência à ressurreição em imagens bíblicas como Jonas saindo do peixe depois de três dias; ou ilustram os sacramentos do Batismo e a Eucaristia, antecipação e alimento de vida eterna. A cruz aparece só velada, nos cortes dos pães eucarísticos ou na âncora invertida.
Poderíamos pensar que a cruz era já a que eles estavam suportando, nos anos da insegurança e a perseguição. Entretanto, Jesus nos convida a segui-lo negando a nós mesmos e tomando nossa cruz a cada dia (cfr. Mt 10,38; Mc 8,34; Lc 9,23).
Expressão desse martírio cotidiano são as coisas que mais nos custam e nos doem, mas que podem ser iluminadas e vividas de outra maneira precisamente desde Sua cruz.
Só assim a cruz já não é um instrumento de morte, mas de vida e ao “por que eu” expresso como protesto diante de cada experiência dolorosa, substituímo-lo pelo “quem sou eu” de quem se sente muito pequeno e indigno para poder participar da Cruz de Cristo, inclusive nas pequenas “lascas” cotidianas.

A coroa de espinhos, o látego, os pregos, a lança e a esponja com vinagre
Estes “acessórios” da Paixão muitas vezes aparecem graficamente apoiados ou superpostos à cruz.
São a expressão de todos os sofrimentos que, como peças de um quebra-cabeças, conformaram o mosaico da Paixão de Jesus.
Eles materialmente nos recordam outros sinais ou elementos igualmente dolorosos: o abandono dos apóstolos e discípulos, as brincadeiras, as cusparadas, a nudez, os empurrões, o aparente silêncio de Deus.
A Paixão revestiu os três níveis de dor que todo ser humano pode suportar: física, psicológica e espiritual. A todos eles, Jesus respondeu perdoando e abandonando-se nas mãos do Pai.

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Como ganhar indulgência no Tríduo Pascal

Semana Santa Indulgencia

No Ano da Misericórdia:

Neste Ano da Misericórdia, muitos fiéis aproveitam a ocasião proporcionada pelo Papa Francisco para obter indulgências. Mas, além dos jubileus e suas Portas Santas, há outras formas ordinárias para ganhar indulgência plenária e uma delas ocorre durante o Tríduo Pascal.
As indulgências plenárias podem ser obtidas para a própria pessoa ou para os defuntos. Para isso, deve-se seguir as seguintes recomendações estabelecidas pela Santa Sé.

Quinta-feira Santa
1. Se durante a solene vigília do Santíssimo, após a Missa da Ceia do Senhor, recitar ou cantar o hino eucarístico “Tantum Ergo”.
2. Se visitar por meia hora o Santíssimo Sacramento reservado no monumento para adorá-lo.

Sexta-feira Santa
1. Se participar piedosamente da adoração da Cruz na solene celebração da Paixão do Senhor.

Sábado Santo
1. Se rezar a oração do Santo Rosário.

Vigília Pascal
1. Se participar da celebração da Vigília Pascal e nela renovar as promessas do Santo Batismo.

Domingo de Páscoa
1. Se receber com piedade e devoção bênção dada pelo Sumo Pontífice a Roma e ao mundo (bênção Urbi et Orbi), ou dada pelo Bispo aos fiéis confiados ao seu cuidado.
Além dessas condições estabelecidas para cada dia do Tríduo, para lucrar a indulgência, é necessário seguir as demais recomendações, que são:
A. Exclusão de todo afeto para qualquer pecado, inclusive venial.
B. Confissão sacramental, Comunhão Eucarística e oração pelas intenções do Sumo Pontífice. Estas três condições podem ser cumpridas dias antes ou depois da execução da obra enriquecida com a indulgência plenária; mas convém que a comunhão e a oração pelas intenções do Sumo Pontífice se realizem no mesmo dia em que se cumpre a obra.
Vale assinalar que, com uma só confissão sacramental é possível ganhar várias indulgências. Entretanto, convém que se receba frequentemente a graça do sacramento da Penitência, para aprofundar na conversão e na pureza de coração.
Por outro lado, com uma só Comunhão Eucarística e uma só oração pelas intenções do Santo Padre só se ganha uma indulgência plenária.
A condição de rezar pelas intenções do Pontífice se cumpre com um Pai Nosso e Ave-Maria; mas é concedida a cada fiel cristão a faculdade de rezar qualquer outra fórmula, segundo sua piedade e devoção.

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Mentir é sempre pecado?

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Uma pergunta interessantíssima! Você saberia responder?

As pessoas tendem a considerar a mentira como um pecado circunstancial, como se determinadas situações – salvar pessoas em risco de vida, por exemplo – a tornassem moralmente legítima. No entanto, a doutrina tradicional da Igreja ensina que a mentira é sempre e intrinsecamente má. “A mentira é, por sua natureza, condenável” [1], diz o Catecismo. Isso significa dizer que ela não é pecado porque é proibida – como é comer carne na Sexta-Feira Santa, uma proibição de que se pode obter dispensa -, mas porque é desordenada em si mesma. Por isso, não é justificável mentir em nenhuma circunstância.
O Catecismo da Igreja Católica define a mentira como “falar ou agir contrariamente à verdade, para induzir em erro” [2]. No caso, trata-se de falar ou agir contrariamente àquilo que está na própria mente. Uma pessoa, por exemplo, que estivesse enganada a respeito de algo e o comunicasse, pensando ser a verdade, não mentiria. Se, ao contrário, se começa a dizer coisas que não estão de acordo com o que está na mente, a razão de ser da palavra, que é comunicar os pensamentos, desaparece.
É preciso levar em conta, sobretudo, o grande apreço que os cristãos devem ter pela verdade, pois Nosso Senhor se definiu como “o caminho, a verdade e a vida” [3] e o Espírito Santo foi chamado por Ele de “o Espírito da Verdade” [4]. Ao mesmo tempo, é com seriedade que Jesus repreende os mentirosos: “O vosso pai é o diabo, (…) nele não há verdade. Quando ele fala mentira, fala o que é próprio dele, pois ele é mentiroso e pai da mentira” [5].
Em certas circunstâncias, existe a possibilidade de se recorrer à chamada restrição mental. Em sentido estrito, também ela é pecaminosa, pois não passa de um modo “sofisticado” de mentir. Em sentido amplo, porém, sendo uma frase ou um gesto ambíguo, ela pode ser justificada, caso exista uma razão grave e proporcionada, como salvar uma vida, manter a boa fama, guardar o sigilo de Confissão ou o segredo profissional etc. Às vezes, uma pessoa faz uma pergunta imprudente, tentando descobrir algo que ela não tem o direito de saber.
Algumas passagens de padres da Igreja, como Orígenes, São João Crisóstomo, Santo Hilário de Poitiers e Cassiano, são um pouco difíceis e parecem tentar justificar a mentira. Na verdade, quando se se depara com os textos originais e com seus respectivos contextos, percebe-se que eles estão falando, na verdade, da restrição mental, e não da mentira, que, como já dito, é sempre condenável.
Opõe-se à mentira a virtude da veracidade. Numerosos são os mártires cristãos que derramaram o próprio sangue para não dizer uma mentira, seja com palavras ou gestos. Em algumas ocasiões, durante as perseguições do Império Romano, bastava que um cristão jogasse um punhado de incenso num braseiro para honrar a imagem de César, para que salvasse a sua vida. Os mártires, no entanto, vendo que aquele gesto seria uma simulação, preferiam a morte a ofender Nosso Senhor com uma só mentira. Por isso tantos deles eram colocados nas arenas, jogados aos leões, crucificados e queimados vivos.
Sobre a gravidade da mentira, o Catecismo explica que, “embora a mentira, em si, não constitua mais que um pecado venial, torna-se mortal quando lesa gravemente as virtudes da justiça e da caridade” [6]. Quem ama a Deus e a justiça, no entanto, deve firmar um real compromisso com a verdade, procurando evitar não só os grandes pecados, mas também as faltas veniais. Como dizia Santo Agostinho, “nós nunca mentimos, porque somos filhos da luz”.

Referências
Catecismo da Igreja Católica, 2485
Ibidem, 2483
Jo 14, 6
Jo 16, 13
Jo 8, 44
Catecismo da Igreja Católica, 2484

Site Pe. Paulo Ricardo

A Liturgia da Semana Santa

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Na Semana Santa a Igreja celebra os sagrados mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor, encarnado para no martírio da Cruz e na vitória sobre a morte, dar a todos os homens a graça da salvação.
A Semana Santa começa com o Domingo de Ramos; e lembra a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, aclamado pelos judeus.
A Igreja recorda os louvores da multidão proclamando: “Hosana ao Filho de David. Bendito o que vem em nome do Senhor”. (Lc 19, 38 – MT 21, 9). Com este gesto manifestamos nossa fé em Jesus Cristo, Rei e Senhor.
Na Quinta-feira Santa celebramos a Instituição da Eucaristia.
Neste dia cada Bispo reúne o seu clero e celebra a Missa da renovação do sacerdócio, pois neste dia Jesus instituiu o Sacerdócio católico e a sagrada Eucaristia. É feita também a bênção dos sagrados óleos, com a bênção conjunta dos três óleos litúrgicos (Batismo, Crisma e Unção dos Enfermos).
O motivo deve-se ao fato de ser este último dia em que se celebra a missa antes da Vigília Pascal. Na Igreja primitiva o Batismo, a Crisma e Primeira Eucaristia acontecia só na Vigília Pascal.

São abençoados os seguintes óleos:
Óleo do Crisma – Uma mistura de óleo e bálsamo, significando a plenitude do Espírito Santo, revelando que o cristão deve irradiar “o bom perfume de Cristo”. É usado no sacramento da Confirmação (Crisma), Para viver como adulto na fé. Este óleo é usado também no sacramento do sacerdócio (Ordem). A cor que representa esse óleo é o branco ouro.
Óleo dos Catecúmenos- Catecúmenos são os que se preparam para receber o Batismo. Este óleo significa a libertação do mal, a força de Deus que penetra no catecúmeno, o liberta e prepara para o nascimento pela água e pelo Espírito. Sua cor é vermelha.
Óleo dos Enfermos – É usado no sacramento dos enfermos. Este óleo significa a força do Espírito de Deus para a provação da doença, para o fortalecimento da pessoa para enfrentar a dor e, inclusive a morte, se for vontade de Deus. Sua cor é roxa.

Instituição da Eucaristia e Cerimônia do Lava-pés
Com a Missa da Ceia do Senhor, celebrada na tarde ou noite da quinta-feira santa, a Igreja dá início ao chamado Tríduo Pascal e comemora a Última Ceia:
1 – Instituição da Sagrada Eucaristia, onde Jesus, na noite em que foi traído, ofereceu a Deus-Pai o seu Corpo e Sangue sob as espécies do Pão e do Vinho, e os entregou para os Apóstolos para que os tomassem, mandando-lhes também oferecer aos seus sucessores.

2 – Instituição do Sacerdócio – “Fazei isto em memória de mim”.
Com essas palavras o Senhor instituiu o sacerdócio católico e deu-lhes poder para celebrar a Eucaristia.

3 – Durante a missa ocorre a cerimônia do Lava-Pés que lembra o gesto de Jesus na Última Ceia, quando lavou os pés dos seus apóstolos. É um gesto de humildade e de santidade, um exemplo para os discípulos e para a toda a Igreja. “Eu vim para servir”.
No final da Missa, faz-se a chamada Procissão do Translado do Santíssimo Sacramento ao altar-mor da igreja para uma capela, onde se tem o costume de fazer a adoração do Santíssimo durante toda à noite.
Após a Missa o altar é desnudado; ele é o símbolo do Cristo aniquilado, despojado, flagelado e morto por nossos pecados.

Sexta-feira Santa
Celebra-se a Paixão e Morte de Jesus Cristo. Dia de silêncio, jejum e oração e de profundo respeito diante da morte do Senhor. Não se deve trabalhar, se divertir, etc.
Às 15 horas, horário em que Jesus foi morto, é celebrada a principal cerimônia do dia: a Paixão do Senhor. Ela consta de três partes: Liturgia da Palavra, Adoração da cruz e Comunhão eucarística. Não adoramos a cruz como um objeto de madeira, mas adoramos o Cristo pregado na Cruz.cpa_para_entender_e_celebrar_a_liturgia_1
Depois deste momento não há mais comunhão eucarística até que seja realizada a celebração da Páscoa, no Sábado Santo.

Ofício das Trevas
Em alguns lugares é realizado este Ofício. É um conjunto de leituras, lamentações, salmos e preces penitenciais. O nome surgiu por causa da forma que se utilizava antigamente para celebrar o ritual. A Igreja fica às escuras tendo somente um candelabro triangular, com velas acesas que se apagam aos poucos durante a cerimônia.
Sermão das Sete Palavras (facultativo)
Lembra as sete últimas palavras de Jesus, no Calvário, antes de sua morte:

“Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem…”,
“Em verdade te digo: hoje estarás comigo no Paraíso”,
“Mulher, eis aí o teu filho… Eis aí a tua Mãe”,
“Tenho Sede!”,
“Meus Deus, meus Deus, por que me abandonastes?”,
“Tudo está consumado!”,
“Pai, em tuas mãos entrego o meu Espírito!”.
Neste dia, não se celebra a Santa Missa.
À noite as paróquias fazem encenações da Paixão de Jesus Cristo com o Sermão da Descida da Cruz e em seguida a Procissão do Enterro, levando o esquife com a imagem do Senhor morto.

Sábado Santo
No Sábado Santo ou Sábado de Aleluia, a principal celebração é a “Vigília Pascal”. Inicia-se na noite do Sábado Santo em memória da noite santa da ressurreição gloriosa de Nosso Senhor Jesus Cristo. É a chamada “A mãe de todas as santas vigílias”, porque a Igreja mantém-se de vigília à espera da vitória do Senhor sobre a morte.
Cinco elementos compõem a liturgia da Vigília Pascal:
1 – a bênção do fogo novo e do círio pascal;
2 – a proclamação da Páscoa, que é um canto de júbilo anunciando a Ressurreição do Senhor;
3 – a liturgia da Palavra, que é uma série de leituras sobre a história da Salvação;
4 – a renovação das promessas do Batismo e, por fim,
5 – a liturgia Eucarística.

Domingo de Páscoa
A palavra Páscoa vem do hebreu Peseach e significa “passagem”. Era vivamente comemorada pelos judeus do Antigo Testamento.
Condenado à morte na cruz e sepultado, Jesus ressuscitou três dias após, num domingo, logo depois da Páscoa judaica. A ressurreição de Jesus Cristo é o ponto central e mais importante da fé cristã. Através da sua ressurreição, Jesus prova que a morte não é o fim e que Ele é, verdadeiramente, o Filho de Deus. O temor dos discípulos em razão da morte de Jesus na Sexta-feira transforma-se em esperança e júbilo. É a partir deste momento que eles adquirem força para continuar anunciando a mensagem do Senhor. São celebradas missas festivas durante todo o domingo.

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Prof. Felipe Aquino
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Por que cobrimos as imagens sacras na Quaresma?

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De onde vem o costume católico de velar as imagens sacras durante o tempo litúrgico da Quaresma?
A resposta para essa questão deve ser encontrada na riquíssima arquitetura litúrgica da Igreja. Em primeiro lugar, não é verdade que as imagens sejam cobertas por toda a Quaresma, mas somente nos dias que precedem a Paixão do Senhor, mais exatamente a partir do 5.º Domingo da Quaresma. Diferentemente do Missal Romano de 1962, as rubricas do Missal de Paulo VI não preveem mais a obrigatoriedade dessa prática (cf. Paschalis Sollemnitatis, n. 26). Cabe às Conferências Episcopais discernir a oportunidade de se manter esse costume em cada região, a depender da recepção cultural que o acompanha. Como o Brasil é um país de antiga tradição católica, não há problema algum na sua observância.
Mais importante que a letra da rubrica, porém, é compreender o seu significado. Ao velar o crucifixo, até a Sexta-feira Santa, e as imagens dos santos, até a Vigília Pascal, a Igreja antecipa o luto pela morte de seu Senhor, incutindo nos fiéis uma mortificação à sua visão. O foco das leituras também é outro: nas primeiras semanas da Quaresma, os textos litúrgicos chamavam sobretudo à penitência e à conversão pessoais; a partir da 5.ª semana da Quaresma — que, no calendário antigo, se chamava simplesmente 1.º Domingo da Paixão —, os fiéis começam a ouvir as narrativas do Evangelho de São João, chamados a manter o olhar fixo em Jesus crucificado, não tanto com os olhos da carne, mas com os da alma.
Em sua pedagogia de mãe, portanto, a Igreja introduz-nos em um mistério. Neste fim de semana, as cruzes são veladas, mas, na Sexta-feira da Paixão, novamente elas são descobertas e dadas à adoração dos fiéis. Com esse gesto, os católicos, evidentemente, não adoramos um pedaço de madeira ou de gesso (cf. S. Th., III, q. 25, a. 4), mas o amor de Cristo que se manifestou na Cruz. Aproveitemos esse tempo de silêncio e sobriedade, intensifiquemos a nossa vida de penitência e meditemos sobre o infinito amor do Senhor, o qual, "amando os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim" (Jo 13, 1).

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